As Forças Armadas de Israel confirmaram ter concluído uma grande onda de ataques aéreos em Dahiya, uma área densamente povoada no sul de Beirute. Esta região é conhecida como um reduto do Hezbollah. Os militares israelenses informaram que os bombardeios atingiram dez edifícios e vários centros de comando pertencentes ao grupo.
Conflito se espalha: Teerã também é alvo de bombardeios
O Irã também foi palco de intensos bombardeios. Ao menos seis grandes explosões foram ouvidas nas áreas central e leste de Teerã. Os ataques destruíram uma clínica médica, um posto de gasolina, um estacionamento e dois prédios residenciais, atingindo diversos bairros, segundo a televisão estatal.
Os bombardeios na manhã de sexta-feira impactaram ainda o complexo do Aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo morto no sábado anterior (28). A área próxima ao palácio presidencial e ao Conselho de Segurança Nacional também foi atingida, indicando a amplitude dos ataques em território iraniano.
Em contrapartida, a Guarda Revolucionária do Irã anunciou uma nova onda de lançamentos de mísseis contra o centro comercial de Tel Aviv. A agência estatal iraniana IRNA informou que o “ataque combinado de mísseis e drones tem como alvo locais no coração” da cidade.
Jornalistas da AFP relataram diversas explosões sobre Tel Aviv, enquanto militares israelenses confirmaram a detecção de mísseis lançados do Irã. O Exército israelense emitiu um comunicado: “Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel identificaram mísseis lançados do Irã em direção ao território do Estado de Israel. Os sistemas de defesa estão operando para interceptar a ameaça”.
Trump avalia envio de tropas e Unicef alerta sobre vítimas infantis
A situação também reverberou nos Estados Unidos. O presidente Donald Trump considerou uma “perda de tempo” o envio de tropas terrestres americanas ao Irã. A declaração, feita à NBC News na quinta-feira (6), foi uma resposta ao alerta do ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi.
Araghchi havia afirmado que tal medida seria desastrosa para os invasores. Trump argumentou: “É uma perda de tempo. Eles perderam tudo. Perderam a Marinha. Perderam tudo o que podiam perder”, acrescentando que o comentário de Araghchi sobre a prontidão do Irã para uma invasão terrestre era “inútil”.
Em meio à escalada do conflito, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou dados alarmantes. A organização informou que pelo menos 192 crianças morreram desde o início da guerra no Oriente Médio, sublinhando o alto custo humano dos confrontos.
De acordo com o Unicef, 181 crianças faleceram no Irã, sete no Líbano, três em Israel e uma no Kuwait. A organização enfatizou a urgência da proteção infantil, declarando em publicação no X: “As crianças não iniciam guerras, mas pagam um preço inaceitavelmente alto. A escalada militar no Oriente Médio já teve um impacto devastador sobre as crianças”.
O comunicado do Unicef concluiu: “As crianças da região devem ser protegidas.”
Fonte: (O Liberal)
Comentários