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Polícia diz que Deolane abriu 35 empresas fantasmas no mesmo endereço

A influenciadora Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada após investigações apontarem possível ligação entre ela e o PCC (Primeiro Comando da Capital).

De acordo com a polícia, Deolane teria aberto cerca de 35 empresas fantasmas no mesmo endereço para realizar lavagem de dinheiro vinculado à organização criminosa.

De acordo com o repórter Stêvão Limana, ao Bastidores CNN, a influenciadora seria responsável por dar aparência de licitude ao dinheiro ilícito, integrando os recursos à economia formal por meio de suas próprias contas e empresas.

A investigação revelou que a proximidade entre os envolvidos na operação era estreita: “Eles tinham encontros pessoais. Deolane e Paloma Sanches Camacho, sobrinha de Marcola, chegaram a morar em casas próximas, no mesmo bairro. Ou seja, tinham vínculos próximos para facilitar todo esse esquema criminoso”, destacou Limana.

Nos registros policiais, Deolane aparece como representante legal ou testemunha de Everton de Souza, identificado como operador financeiro e conhecido pelo apelido de “player”. Esse indivíduo seria responsável por orientar os depósitos realizados nas contas da influenciadora.

Um dos principais indícios do envolvimento de Deolane foi o conteúdo extraído do celular dela durante uma investigação anterior. Desde aquela operação inicial, a influenciadora já aparecia nas apurações sobre lavagem de capitais.

Daniele Bezerra, advogada e irmã da influenciadora, publicou uma nota nas redes sociais afirmando que a nova prisão representa “uma perseguição” contra Deolane.

Esta é a segunda vez que a influenciadora é presa. A primeira ocorreu em 2024, quando ficou detida preventivamente em Recife durante uma operação que investigava um esquema de lavagem de dinheiro e jogos de azar ilegais.

Além de Deolane, a operação desta quinta também mirou o próprio Marcola e família, que se encontra preso em uma penitenciária federal, além do irmão do criminoso e outros dois sobrinhos. A influenciadora foi encaminhada ao Palácio da Polícia, em São Paulo, onde chegou escoltada e prestou esclarecimentos às autoridades.

Outro lado

Pelas redes sociais, a advogada e irmã da influenciadora, Daniele Bezerra, afirmou que a nova prisão de Deolane significa uma perseguição contra a advogada. Veja nota na íntegra:

“Hoje, mais uma vez, tentam transformar suposições em verdades e manchetes em condenações. A prisão da Deolane Bezerra, sob alegações de participação em organização criminosa, nasce cercada de ilações, narrativas e perseguições que já se repetem há tempos.

Acusar é fácil. Difícil é provar.

No Brasil, infelizmente, muitas vezes primeiro se expões, se destrói a imagem e se condena perante a opinião pública…para só depois buscar provas que sustentem aquilo que foi feito. E isso é grave.

Não se pode admitir que a Justiça seja usada como espetáculo, nem que pessoas sejam tratadas como culpadas antes do devido processo legal. Prisão não pode ser instrumento de pressão, marketing ou vingança social.

Quem conhece a história, a luta e a trajetória dela sabe que existe uma diferença enorme entre fatos e narrativas criadas para alimentar ataques. Seguiremos confiando na verdade, na Justiça e no direito de defesa, porque perseguição continua sendo perseguição, mesmo quando tentam dar a ela outro nome. 

Em nota, o advogado de Marcola enviou um posicionamento. Leia na íntegra:

“Bruno Ferullo, advogado de Marco Willians Herbas Camacho, vem a público esclarecer os fatos relacionados à Operação Vernix, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 21 de maio de 2026, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) da comarca de Presidente Prudente, com apoio da Polícia Civil do Estado de São Paulo. A operação se insere no âmbito de investigações sobre suposta organização criminosa e prática de lavagem de dinheiro, envolvendo alegadas movimentações financeiras incompativeis e conexões empresariais investigadas pelo Ministério Público. É importante contextualizar que toda essa cadeia investigativa teve origem em julho de 2019, quando agentes penitenciários encontraram manuscritos descartados na caixa de esgoto de uma cela da Penitenciária Il de Presidente Venceslau, habitada por outros dois presos. Um desses bilhetes fazia menção a ‘aquela mulher da transportadora’, referência que a policia interpretou como indicativo de vinculo com uma empresa de transporte na região, a Lopes Lemos Transportes Ltda. A partir dessa única menção, desdobraram-se investigações sucessivas que chegaram, anos depois, ao nome de Marco. O cumprimento de medidas cautelares não implica, em nenhuma hipótese, presunção de culpabilidade. As investigações atribuem a Marco, em tese, suposta participação nos crimes de integrar organização criminosa e lavagem de capitais – relacionados, segundo o inquérito, a movimentações financeiras de terceiros e um vinculo indireto com a empresa de transportes. É fundamental deixar claro que estamos na fase de inquérito policial, que se apoia exclusivamente em ‘indicios e ‘suspeitas, expressões que, no direito, têm peso probatório limitado e que precisam ser submetidas ao contraditório antes de qualquer conclusão. É nessa fase que os fatos serão efetivamente apurados, com pleno exercício da ampla defesa. Solicitamos à imprensa e à sociedade que garantam a presunção de inocência, direito fundamental do ordenamento juridico brasileiro, abstendo-se de conclusões precipitadas que possam prejudicar o andamento do processo e a imagem dos envolvidos antes de qualquer pronunciamento judicial definitivo”.  

Fonte: (CNN Brasil)

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