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Dia do Orgulho LGBTQIA+ é celebrado nesta quarta-feira (28); entenda a origem e importância da data

Nesta quarta-feira (28), é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, uma forma de celebrar a existência e as conquistas da população LGBTQIA+, além de conscientizar a sociedade sobre a necessidade de segurança destas pessoas diante do preconceito que ainda existente ao redor do mundo. A data faz referência ao movimento conhecido como “Revolta de Stonewall”, quando membros da comunidade foram às ruas de Nova York, nos Estados Unidos, em 1969, protestar pelos seus direitos e demonstrando orgulho em ser quem eram.
Origem da data
No dia 28 de junho de 1969, Nova York tinha o famoso “Stonewall Inn”, um dos bares conhecidos como ponto de encontro de pessoas LGBTQIA+, que eram marginalizadas na sociedade, já que, naquela época, a homossexualidade era vista como crime em quase todos os estados norte-americanos.
Durante aquela semana, o bar havia sido invadido três vezes pela polícia, sob a alegação de que a venda de bebida alcoólica era proibida no local, por ser frequentado por homossexuais. Na terceira vez em que os policiais foram ao estabelecimento, muitos funcionários e frequentadores foram presos e agredidos, causando revolta entre as pessoas presentes e por parte da comunidade que não estava no Stonewall Inn.
Após a invasão, frequentadores do estabelecimento foram às ruas próximas ao bar, afirmando sentirem orgulho em integrar a comunidade LGBTQIA+ e pedindo justiça pela agressão sofrida por muitas pessoas que foram ao local na noite anterior.

As manifestações conhecidas como “Revolta de Stonewall” seguiram por seis dias, mobilizando pessoas em outros pontos da cidade, o que aumentou a visibilidade para àquelas pessoas, que sofriam com o preconceito constante na sociedade. A partir deste movimento, o ato corajoso impulsionou outros protestos que ocorreram nos anos seguintes, como a primeira marcha do Orgulho Gay, em 1970, e as paradas do orgulho, que existem até hoje.

Importância do Dia do Orgulho
Anna Mello, 23, é lésbica e passou a entender sua sexualidade durante a adolescência, em 2014. Para ela, a vida melhorou a partir do momento em que começou a lidar de forma positiva com a descoberta e se autoaceitar, apesar de ter enfrentado episódios de homofobia ao longo dos anos.
Segundo a estudante, que atualmente cursa Publicidade e Propaganda, o Dia do Orgulho é uma forma de dar voz à comunidade. Segundo Anna, mesmo com a descriminalização da homofobia, pessoas LGBTQIA+ ainda são frequentemente silenciadas e marginalizadas.

Fonte: (O Liberal)

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