Regional Norte

Helder Barbalho e Chicão são eleitos senadores pelo Pará em disputa apertada

A eleição para o Senado no Pará terminou com uma disputa acirrada e dois nomes já conhecidos da política paraense garantindo as vagas em jogo. Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil) foram eleitos senadores da República neste domingo (4) e vão representar o estado no Congresso Nacional a partir de 2027.

Helder terminou a apuração na primeira colocação, com 26,08% dos votos válidos, o equivalente a mais de 2,3 milhões de votos. Já Chicão ficou com 22,43%, ultrapassando a marca de 2 milhões de votos e garantindo a segunda vaga. Os números foram registrados com 99,81% das urnas apuradas.

Mas, se a vitória de Helder já vinha se desenhando durante a apuração, a eleição de Chicão foi marcada por uma verdadeira corrida voto a voto.

Chicão vira o jogo na reta final

Durante boa parte da apuração, Chicão chegou a aparecer atrás de outros concorrentes na disputa pela segunda cadeira. A situação mudou conforme os votos do interior do estado foram contabilizados.

A virada aconteceu já na reta final. Quando mais de 99% das urnas estavam apuradas, Chicão conseguiu ultrapassar os adversários e assumiu definitivamente a segunda colocação. A diferença para o terceiro colocado, Delegado Éder Mauro (PL), foi pequena: cerca de 0,2 ponto percentual.

Éder Mauro terminou com aproximadamente 22,26%, enquanto Zequinha Marinho (Podemos) ficou logo atrás, com cerca de 21,06%. O resultado mostra o tamanho da disputa pelas duas vagas paraenses e o equilíbrio entre os principais candidatos.

Helder retorna a Brasília após deixar o governo

A eleição marca uma nova etapa na trajetória política de Helder Barbalho, de 47 anos. Depois de comandar o Pará por dois mandatos, o político deixou o governo em abril deste ano para disputar uma vaga no Senado.

Antes de chegar ao Palácio dos Despachos, Helder construiu uma longa carreira política. Foi vereador e prefeito de Ananindeua, deputado estadual e também ocupou ministérios durante os governos Dilma Rousseff e Michel Temer.

Como governador, esteve à frente do estado durante um período de grandes obras de infraestrutura e também durante a realização da COP30, em Belém, evento que colocou o Pará no centro das discussões internacionais sobre mudanças climáticas e Amazônia.

Agora, Helder muda o plenário do governo estadual pelo do Senado Federal. O mandato terá duração de oito anos, com início em 1º de janeiro de 2027 e término em 2035.

Chicão também leva uma longa trajetória para Brasília

A outra vaga ficou com Francisco das Chagas Silva Melo Filho, o Chicão, de 65 anos. Natural de Cruzeiro do Sul, no Acre, ele chegou ao Pará ainda jovem e construiu praticamente toda a sua carreira política no estado.

Chicão começou como vereador de Ananindeua, cidade onde também foi vice-prefeito de Helder Barbalho. Depois, chegou à Assembleia Legislativa do Pará, onde acumula cinco mandatos como deputado estadual.

Desde 2021, ocupa a presidência da Alepa, posição que lhe deu forte presença na política estadual. Ao longo da carreira, também passou pelas Secretarias de Obras Públicas e de Transportes do Pará e chegou a assumir interinamente o governo estadual.

Agora, pela primeira vez, Chicão deixa a política estadual para ocupar uma cadeira no Congresso Nacional.

Nova bancada do Pará no Senado

Com a eleição de Helder e Chicão, a representação paraense no Senado será renovada em duas das três cadeiras.
Os dois assumem as vagas atualmente ocupadas por Jader Barbalho (MDB) e Zequinha Marinho (Podemos), cujos mandatos terminam em janeiro de 2027. O terceiro senador do Pará continuará sendo Beto Faro (PT), que tem mandato até 2031.

Um detalhe que chama atenção é que Jader Barbalho, pai de Helder, não deixa completamente o Senado. Ele passa a integrar a chapa do filho como primeiro suplente.

Resultado muda o mapa político do Pará

A eleição de Helder e Chicão acontece em um cenário de mudanças importantes na política paraense. Enquanto os dois garantiram as cadeiras no Senado, o governo estadual terá um novo grupo político a partir de 2027.

Isso porque Dr. Daniel (Podemos) foi eleito governador do Pará no primeiro turno, com 51,37% dos votos válidos, derrotando Hana Ghassan, candidata apoiada pelo grupo político de Helder.

O resultado coloca lado a lado, no cenário político paraense, um governador eleito pela oposição ao grupo dos Barbalho e dois novos senadores ligados à atual estrutura política do estado.

Na prática, a partir de 2027, o Pará terá pela frente uma nova configuração política, com mudanças tanto no Executivo estadual quanto na representação do estado em Brasília.

Dois novos senadores e muitos desafios pela frente

Com os mandatos garantidos até 2035, Helder Barbalho e Chicão terão pela frente uma série de temas importantes para o Pará, entre eles infraestrutura, saúde, educação, segurança, desenvolvimento econômico, meio ambiente e investimentos para os municípios.

Para um estado com dimensões continentais e realidades tão diferentes entre a Região Metropolitana de Belém, o sul e sudeste e as demais regiões do interior, a atuação da bancada no Senado será decisiva na busca por recursos e na discussão de projetos que podem impactar diretamente a vida dos paraenses.

A eleição terminou, os votos foram contabilizados e as duas novas cadeiras já têm dono. Agora começa uma nova fase: transformar os milhões de votos recebidos em representação e resultados para o Pará.

( Da Redação)

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