Imagine descobrir que precisa de tratamento contra o câncer e, além da preocupação com a doença, ainda ter que viajar centenas de quilômetros para conseguir atendimento. Para muitos paraenses, essa realidade começa a mudar. O Governo do Pará ampliou a rede de atendimento oncológico no interior e dobrou o número de hospitais preparados para oferecer assistência especializada a pacientes com câncer.
A expansão faz parte da estratégia do Estado para descentralizar os serviços de saúde e levar tratamentos de média e alta complexidade para mais perto da população. A ideia é reduzir a necessidade de deslocamentos para Belém e até mesmo para outros estados, principalmente nos casos que exigem acompanhamento especializado.
A rede estadual de oncologia vem sendo estruturada para atender o paciente desde a prevenção e o diagnóstico até procedimentos mais complexos, como cirurgias, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia, reabilitação e cuidados paliativos.
A ampliação da estrutura representa uma mudança importante para moradores de municípios do interior. Com mais hospitais oferecendo serviços especializados, pacientes podem ter acesso ao tratamento dentro da própria região onde vivem ou em cidades mais próximas.
Um exemplo está em Marabá, onde o Hospital Regional do Sudeste do Pará passou a contar com uma nova ala de oncologia. O espaço oferece consultas especializadas, quimioterapia e cirurgias oncológicas. Desde a entrega da estrutura, centenas de pacientes já foram atendidos.
A expansão também acompanha a criação e fortalecimento de hospitais regionais em diferentes áreas do Estado. Entre as unidades que integram essa estratégia estão hospitais localizados em Marabá, Altamira, Santarém, Redenção, Breves, Tucuruí, Capanema, Abaetetuba, Ourilândia do Norte, Rio Maria e Oriximiná, entre outros.
Para quem está enfrentando um tratamento contra o câncer, diminuir a distância entre a casa e o hospital pode fazer uma grande diferença.
Além dos gastos e do desgaste provocados pelas viagens frequentes, muitos pacientes precisam contar com familiares ou acompanhantes durante o tratamento. Ter o atendimento mais próximo significa, na prática, menos tempo na estrada e mais tempo dedicado à recuperação.
A ampliação da rede também contribui para reduzir a pressão sobre os grandes centros de referência. Dados divulgados pelo Estado mostram que a expansão da assistência de média e alta complexidade já ajudou a diminuir o número de pacientes encaminhados para tratamento fora do Pará.
A política de expansão não se limita à construção ou ampliação de hospitais. O Estado também vem investindo em equipamentos e serviços de alta tecnologia.
No Hospital Ophir Loyola, em Belém, por exemplo, foram entregues em 2026 um novo tomógrafo e a primeira etapa da Unidade de Atendimento Imediato, além da preparação para receber um equipamento PET-CT, considerado de alta precisão para diagnóstico e acompanhamento de pacientes com câncer.
A estratégia é formar uma rede que funcione de maneira integrada, permitindo que o paciente seja encaminhado para o serviço adequado de acordo com a necessidade do tratamento.
Outro ponto importante é que o combate ao câncer não começa apenas quando a doença é descoberta. A rede estadual de atenção oncológica também trabalha com prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce, incluindo ações voltadas para câncer de mama e colo do útero. A orientação é que a população mantenha os exames preventivos em dia e procure uma unidade de saúde diante de qualquer sinal ou sintoma suspeito.
O Pará também iniciou a implementação da Política Nacional de Cuidados Paliativos, ampliando a abordagem para pacientes com doenças graves. O objetivo é oferecer não apenas tratamento, mas também mais qualidade de vida e controle de sintomas físicos e emocionais.
Com a ampliação dos serviços no interior, o desafio agora é fazer com que essa estrutura continue chegando a quem mais precisa. Para o paciente, a mudança tem um significado simples, mas importante: ter a chance de enfrentar um tratamento difícil sem precisar ficar tão longe de casa e da família.
( Com informações Agência Pará )








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