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Suspeito de matar coleiga e esconder corpo em fossa morre após confronto com a PM em Parauapebas

Um homem identificado como João Batista da Silva Costa, conhecido como “João da Burra”, morreu após reagir a uma abordagem da Polícia Militar na zona rural de Parauapebas, no sudeste do Pará. Ele era apontado como principal suspeito de assassinar o colega de trabalho Antônio Barbosa, conhecido como “Tonhão”, e ocultar o corpo da vítima dentro de uma fossa em uma propriedade localizada no Projeto de Assentamento Terra Roxa.

O crime ocorreu entre a noite de quinta-feira (18) e a manhã de sexta-feira (19). O caso começou a ser investigado após o proprietário da fazenda acionar os policiais por meio de mensagens via WhatsApp. Segundo o fazendeiro, João Batista entrou em contato exigindo dinheiro para fugir, afirmando apenas que “tinha feito merda”.

Pouco depois, outro funcionário da propriedade foi ao local para cuidar do gado e relatou ter ouvido do próprio suspeito a confissão de que havia matado o companheiro de trabalho. Com as informações em mãos, equipes da Polícia Militar seguiram até a fazenda acompanhadas pelo proprietário. Ao chegarem à sede da propriedade, os policiais orientaram o fazendeiro a se abrigar e iniciaram uma aproximação tática.

João Batista foi avistado sem camisa na área externa da residência, portando uma arma longa. Ao perceber a presença dos policiais, correu para dentro do imóvel. Ainda segundo a PM, o suspeito desligou a energia elétrica da casa e desativou as câmeras de segurança na tentativa de dificultar a ação policial.

Durante as negociações, ele se recusou a se entregar e afirmou que sabia que seria preso. Em determinado momento, conforme o relato policial, avançou em direção à porta da residência empunhando uma espingarda calibre .28 e apontou a arma para um dos militares.

Diante da ameaça, um policial efetuou disparos contra o suspeito. João Batista foi atingido e socorrido pela própria guarnição. Como a localidade não possui sinal de internet ou telefonia móvel para acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), os policiais o transportaram em uma viatura até uma unidade de saúde. No entanto, ele não resistiu aos ferimentos.

Com o suspeito foram apreendidos uma espingarda com um cartucho na câmara e outra munição que estava em seu bolso. Segundo a PM, toda a intervenção ocorreu antes mesmo de os agentes localizarem a vítima. Inicialmente, João Batista teria mentido sobre o paradeiro de Antônio Barbosa, afirmando que ele havia embarcado em um trem com destino ao estado do Maranhão. Posteriormente, confessou o crime, alegando ter agido em legítima defesa, e indicou que havia sangue no quintal da residência.

No local, os policiais encontraram uma grande poça de sangue no gramado. De acordo com a corporação, o suspeito teria tentado ocultar os vestígios cobrindo a área com óleo queimado. Durante as buscas, o corpo de Antônio Barbosa foi localizado submerso em uma fossa parcialmente cheia. O cadáver estava coberto por folhas de coqueiro e cocos, em uma tentativa de camuflagem.

A Polícia Científica e a Polícia Civil foram acionadas para realizar a perícia e a remoção do corpo. As investigações apontam que apenas a vítima e o suspeito estavam na fazenda no momento do crime. Até o momento, a motivação do assassinato não foi esclarecida. 

Fonte: (O Liberal)

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