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Com custo menor, carros elétricos ganham preferência entre motoristas de Belém

Rodar com um carro elétrico pode custar até 80% menos do que manter um veículo a combustão, segundo especialistas. A promessa de economia com energia e manutenção tem levado consumidores a considerar a troca, movimento que já se reflete em Belém, onde cresce o número de motoristas adeptos desse tipo de veículo. Em um ano, o Pará registrou aumento de 33% nas vendas de carros elétricos, ao passar de 1.949 unidades em 2024 para 2.593 em 2025, segundo dados da Geografia da Eletromobilidade da Associação Brasileira de Veículos Elétricos.

Com a demanda crescente por esses veículos e a comparação com os gastos com gasolina, os condutores podem ter despesas menores, na avaliação do engenheiro mecânico Victor Sarmento, de Belém. Além disso, a compensação do investimento em carros elétricos pode ocorrer a longo prazo e depende do perfil de uso de cada consumidor.
“Em uma recarga residencial, um carro elétrico costuma gastar entre R$ 0,10 e R$ 0,18 por quilômetro, dependendo da tarifa de energia e da eficiência do veículo. Já um carro a gasolina normalmente custa entre R$ 0,45 e R$ 0,70 por quilômetro, enquanto um veículo flex abastecido com etanol pode ficar entre R$ 0,50 e R$ 0,75 por quilômetro, dependendo dos preços dos combustíveis. Ou seja, o custo de rodagem do elétrico pode ser cerca de 60% a 80% menor quando a recarga é feita em casa”, afirma.

Segundo o especialista, para quem roda muito, acima de 20 mil quilômetros por ano, o carro elétrico já pode compensar financeiramente a curto prazo. “Isso ocorre porque o gasto com energia e manutenção é significativamente menor do que em veículos a combustão. Considerando a diferença de preço entre um modelo elétrico e um equivalente a combustão, o retorno do investimento costuma ocorrer entre 5 e 8 anos, podendo ser menor para motoristas de aplicativos, frotistas ou pessoas que utilizam o veículo diariamente”, diz.

Manutenção mais barata

Mesmo com a economia no abastecimento, Victor lembra que os condutores ainda resistem ao modelo por ser mais caro que os veículos convencionais, somando ao custo da energia elétrica, seguro e instalação de carregador residencial. No entanto, em termos de economia, a manutenção dos elétricos tende a ser mais barata, já que esses veículos possuem menos componentes sujeitos a desgaste, como óleo do motor, escapamento, correias e embreagem.

“O principal investimento adicional é a instalação do carregador residencial, wallbox. Dependendo da infraestrutura da residência, esse custo pode variar entre R$ 3 mil e R$ 8 mil, incluindo equipamento, mão de obra e possíveis adaptações elétricas. Em imóveis mais antigos, pode ser necessário reforçar a instalação elétrica ou aumentar a capacidade do padrão de entrada, o que também deve ser considerado no planejamento”, detalha Victor.

Frota tem aumentado

A engenheira eletricista Wuanda Moraes, de Belém, avalia que já é possível perceber a presença crescente de veículos elétricos em frotas de motoristas de aplicativos e entre taxistas em Belém, com uma compensação financeira mais vantajosa para quem utiliza o carro de forma intensiva. Ela destaca ainda que, diante do cenário global de alta nos preços dos combustíveis, o uso de veículos elétricos tende a ser mais vantajoso para quem roda muitos quilômetros.

Fonte: (O Liberal)

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