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Entenda o que aconteceu entre EUA e Venezuela após ataque a Caracas

A tensão entre Estados Unidos e Venezuela escalou neste sábado (3), após o presidente norte-americano, Donald Trump, confirmar uma operação militar contra o país vizinho. O ataque resultou em explosões em Caracas, segundo o próprio Trump, o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados da Venezuela.O governo venezuelano reagiu com firmeza e declarou Estado de Comoção Externa, convocando a população, as forças políticas e militares a se mobilizarem para garantir a soberania do país. Desde então, diversos líderes internacionais se manifestaram sobre a ofensiva, que foi classificada por Caracas como uma “agressão armada”.O que motivou o ataque dos EUA à Venezuela?A crise é o ápice de meses de tensão.

Os EUA intensificaram ações militares na América Latina desde 2024 sob o pretexto de combater o tráfico internacional de drogas. Nicolás Maduro passou a ser o principal alvo da retórica de Trump, sendo acusado de liderar o Cartel de los Soles, classificado pelos Estados Unidos como organização terrorista internacional.

Como foi a operação em Caracas?

A ofensiva foi confirmada por Trump na rede social Truth Social. Ele afirmou que os Estados Unidos realizaram “um ataque em larga escala contra a Venezuela” e que Maduro e sua esposa foram capturados e retirados do país por via aérea. A operação ocorreu durante a madrugada, com registros de explosões em Caracas e em regiões dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

 

Qual foi a reação do governo da Venezuela?O governo venezuelano afirmou desconhecer o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de vida do presidente e da primeira-dama. A vice-presidente, Delcy Rodríguez, disse que foram ativados todos os planos de defesa nacional e que Maduro havia orientado previamente a população a resistir a qualquer agressão externa.O decreto de Estado de Comoção Externa determina a adoção imediata de medidas para proteger a população, garantir o funcionamento das instituições republicanas e enfrentar a agressão armada.

 

O que dizem outros países sobre o ataque?

 

Colômbia: o presidente Gustavo Petro afirmou que Caracas estava sob bombardeio e pediu reunião urgente da OEA e da ONU.

Cuba: Miguel Díaz-Canel condenou a ação, chamou de “ataque criminoso” e pediu reação da comunidade internacional.

Irã: o Ministério das Relações Exteriores acusou os EUA de violar a soberania venezuelana e pediu ação urgente do Conselho de Segurança da ONU.

Rússia: classificou a ação como “agressão armada” e alertou para o risco de escalada do conflito.

Argentina: o presidente Javier Milei celebrou a operação com a frase: “Viva a liberdade, carajo”.

O que pode acontecer agora?Ainda não há confirmação sobre o paradeiro de Nicolás Maduro, e não há anúncio oficial sobre a continuidade do governo. A vice-presidente Delcy Rodríguez segue coordenando ações internas com base no decreto de emergência.A situação é considerada extremamente sensível por analistas internacionais, e a Venezuela já formalizou denúncia à comunidade internacional, alegando que os EUA violaram princípios da Carta das Nações Unidas. A crise deve se manter como pauta central nos próximos dias.Linha do tempo: o que aconteceu até agora entre EUA e Venezuela

Novembro de 2024: Donald Trump e Nicolás Maduro conversam pela primeira vez. Segundo Maduro, o diálogo foi “agradável”, mas sem resultados práticos.

1º de janeiro de 2026: Maduro concede entrevista e afirma estar disposto a dialogar com Trump. Diz que os EUA “sabem que é necessário conversar com fatos em mãos”.

3 de janeiro de 2026: Explosões são registradas em várias regiões da Venezuela, incluindo Caracas, Miranda, Aragua e La Guaira.

3 de janeiro: Donald Trump publica em sua rede Truth Social que realizou uma “operação militar de larga escala” e confirma a captura de Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.

3 de janeiro: O governo venezuelano decreta Estado de Comoção Externa e convoca a mobilização nacional contra a “agressão imperialista”.

3 de janeiro: Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, declara que desconhece o paradeiro de Maduro e exige uma prova de vida do governo dos EUA.

 

Fonte: (O liberal)

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