Regional Norte

Ex-marido mata médica e coloca bebê de 8 meses para dormir após crime

Após matar a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, o ex-marido dela, João Vitor Domingues Romeiro, permaneceu por horas no apartamento onde ocorreu o crime, em Maringá, no Paraná. Segundo o boletim de ocorrência, ele ainda colocou o filho do casal, um bebê de 8 meses, para dormir antes de deixar o imóvel.

Gassi foi encontrada morta na noite do último sábado (5). O caso é investigado como feminicídio, e Romeiro é o principal suspeito. A médica apresentava ferimentos provocados por arma branca, e três facas foram localizadas próximas ao corpo.

Segundo o registro policial, o irmão da médica foi até o apartamento depois de receber um telefonema da mãe de Romeiro, que informou que o filho havia chegado em casa ensanguentado.

Ao chegar ao imóvel, o irmão de Gassi ouviu o bebê chorando e arrombou a porta, que estava trancada. A médica foi encontrada caída e com ferimentos. O óbito foi confirmado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Conforme o boletim, após o crime Romeiro telefonou para uma prima e afirmou que havia feito uma “besteira”. Aos familiares, ele teria dito que havia brigado com Gassi e a matado. Quando perguntaram sobre o bebê, contou que havia colocado a criança para dormir e a deixado no apartamento.

Polícia encontrou cenário com marcas de sangue

O delegado Adriano Garcia, responsável pela Delegacia de Homicídios de Maringá, afirmou que o apartamento apresentava marcas de sangue em diferentes cômodos e que havia facas com vestígios de sangue no local.

Em um depoimento divulgado nas redes sociais, o delegado classificou o imóvel como um cenário de violência e informou que a médica teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.

A investigação aponta inicialmente para feminicídio. A principal hipótese é de que o crime tenha ocorrido após o fim do relacionamento entre Gassi e Romeiro.

Após a prisão em flagrante, o Ministério Público do Paraná pediu que Romeiro permanecesse preso preventivamente. O órgão considerou a gravidade do crime e apontou indícios de que o suspeito não teria aceitado o fim do relacionamento.

A Justiça do Paraná aceitou o pedido e converteu a prisão em flagrante em preventiva. Gassi Paola de Souza Mazia trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá.

 Fonte (O Liberal)

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