O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), por meio da 7ª Promotoria de Justiça Criminal de Parauapebas, expediu na última sexta-feira (22) a Recomendação nº 001/2026 com o objetivo de combater furtos de materiais metálicos e desarticular a cadeia de receptação no município.
A medida foi assinada pela Promotora de Justiça Magdalena Torres Teixeira Jaguar e ocorre após o aumento de registros de furtos mediante arrombamento, principalmente em igrejas, templos religiosos e comunidades locais.
Segundo o Ministério Público, somente neste mês a Igreja Imaculada Conceição, localizada no Bairro Beira Rio, foi alvo de dois arrombamentos, com o furto de fios de cobre e outros materiais metálicos. Os crimes causaram prejuízos aos fiéis e frequentadores das celebrações religiosas.
De acordo com a Promotoria, os casos podem configurar crimes de furto qualificado e dano ao patrimônio, além de indicar a possível existência de uma rede irregular de comercialização desses materiais furtados.
Na recomendação, o MPPA solicita que os órgãos de segurança pública intensifiquem as ações de prevenção e repressão aos crimes.
À Polícia Civil, foi recomendado o aprofundamento das investigações para identificar pessoas envolvidas na cadeia de receptação e comercialização dos materiais furtados.
Já à Polícia Militar, o Ministério Públicopediu reforço do policiamento ostensivo nas áreas mais afetadas pelos crimes, buscando prevenir novos arrombamentos e furtos.
A Guarda Municipal de Parauapebastambém foi acionada para ampliar o patrulhamento e atuar de forma integrada com as demais forças de segurança.
Além das forças policiais, a recomendação foi encaminhada à Prefeitura de Parauapebas, especialmente aos setores responsáveis pelo urbanismo e fiscalização municipal.
O MPPA pede intensificação da fiscalização em sucatas e estabelecimentos de compra e venda de materiais recicláveis, com foco na verificação da regularidade de funcionamento e na procedência dos materiais comercializados.
Entre as medidas recomendadas estão aplicação de sanções administrativas e até interdição de estabelecimentos em casos de irregularidades constatadas.
O Ministério Público também orienta os proprietários de sucatas e comércios do setor a adotarem medidas preventivas, como evitar a compra de materiais sem comprovação de origem lícita, manter registros das aquisições realizadas e comunicar às autoridades qualquer suspeita de irregularidade.
Segundo a promotora Magdalena Jaguar, a iniciativa busca interromper a cadeia econômica que alimenta esse tipo de crime patrimonial, além de fortalecer a atuação conjunta entre os órgãos de segurança e fiscalização do município.
Os órgãos citados na recomendação deverão informar ao Ministério Público, no prazo de 30 dias, quais providências foram adotadas em resposta às medidas solicitadas.
Fonte: (Pebinha de Açúcar)








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